E esse meu medo de querer. Querer nutrir algo por ti, ou simplesmente querer se sentir bem.
Pois gostar, nem que seja de forma efêmera, aquece dentro da gente o que nós por vontade, matamos ao apagar.
Esse gás, essa energia, o movimento que o outro traz. A pequena inquietação sem medida, tudo é tão bom, tão fulgás, que por ser assim preferimos não provar. Esse medo de perder o que não era e nunca foi meu, me aprisiona no apertado cubículo de cristal, a procura de válvulas que preencham os espaços da minha memória destinados a você!
Na DoceFúria de A.
Julho/2011
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